
- Mirante da Gameleira
Acontece nos dias 10,11 e 12 de julho o Festival Municipal de Quadrilhas de Ubajara. O evento é realizado pela Secretaria de Turismo e mobiliza grupos de diversas comunidades, além de convidados de outras regiões. É muito gratificante assistir a alegria contagiante dos brincantes, a criatividade das coreografias e dos cenários. Esse Festival já se consolidou como evento anual no calendário das festividades do município, por isso é possível fazer dele um atrativo turístico.
A primeira coisa a ser feita é dar uma turbinada na programação, que ora oferece apenas a apresentação dos grupos de quadrilha, quando deveria ter um show grande no dia da abertura com uma artista do nível da Elba Ramalho, por exemplo. No segundo e terceiro dias, bandas regionais. O mesmo público que assiste as belas, porém intermináveis apresentações, também gosta de dançar – e um show com um artista conhecido nacionalmente atrai gente de outros estados. Pessoas de outros estados são possíveis turistas. Turistas são seres animados, bípedes, geralmente carnívoros, que costumam viajar sozinhos ou em grupo. Eles se hospedam nos hotéis da região que desejam conhecer e contribuem para a economia local porque consomem, gastam uma grana na cidade. Grana na cidade gera o efeito multiplicador, que por sua vez gera o desenvolvimento.
Outro fator importante é disponibilizar uma página na internet com a programação do evento, além de investir em outras mídias, claro – de preferência meses antes dele acontecer, isso é importante e requer planejamento. Essa página não precisa ter um domínio próprio, basta que ela esteja hospedada no site da Prefeitura que já existe: www.ubajara.ce.gov.br. Isso é uma coisa muito simples de fazer e que gera resultados, porque é a informação que se torna pública. O calendário anual de eventos deve romper as barreiras do marketing de boca.
É vergonhoso reconhecer que Ubajara, assim como outras cidades da Serra da Ibiapaba, ainda não fazem bom uso da internet. Isso me lembra muito o Mito da Caverna de Platão, pois é como se estivéssemos vivendo na escuridão. O marketing moribundo e a falta de informação fazem parte de um lado sombrio que aprisiona, cega, retrocede.
Recentemente a Câmara de Vereadores entrevistou a Secretária de Turismo, Socorro Pessoa. Esse convite foi feito insistentemente por diversas vezes, pois o dia da sessão não batia com a agenda da Secretária, enfim, o dia tão esperado chegou e a bendita entrevista transcorreu sem que nenhum vereador abordasse o tema TURISMO. O assunto em pauta foi a respeito da fiscalização de uma obra e falaram ainda sobre o futebol, pois a pasta de esportes também faz parte dessa secretaria.
É lamentável saber que o turismo seja visto com tanta indiferença por aqueles que estão com a caneta na mão. Ao mesmo tempo, sei que há outras vertentes capazes de gerar desenvolvimento e Ubajara felizmente terá a satisfação de testemunhar o início de uma nova era com a conquista do Centro de Especialidades Odontológicas e do Centro Federal de Educação Tecnológica, mas não vamos esquecer que a natureza foi muito generosa com essa cidade e que ser indiferente ao turismo é renegar o nosso potencial.
Esse humilde blog ganhou novo endereço, agora hospedado nos serviços do WordPress, uma empresa séria que guarda a melhor safra de blogueiros da internet. Migrar é preciso. Blogar é preciso. Deu um trabalho desgraçado republicar todas as postagens e eu lamento ter perdido os comentários de quem contribuiu com opiniões e tudo, mas vale a pena ter um serviço de qualidade. O serviço anterior, q
Eu deveria estar feliz com o fim da obrigatoriedade do diploma para jornalista, afinal eu exerço essa atividade há mais de 5 anos e não tenho formação nessa área, mas não há motivos para comemorar. A notícia veio como uma bomba e algumas pessoas logo se lembraram de mim. Minha mãe me ligou: _ Nique, dá uma olhada no Jornal Nacional, vai passar uma notícia sobre jornalismo que você tem que ver. O amigo Cunha Neto deixou na minha caixa de correios uma página do Jornal Diário do Nordeste com a matéria: “STF decide pelo fim do diploma para jornalista”.
Quando criança eu mantinha um jornal fictício de uma leitora só, eu mesma, intitulado ‘Diário do Pedestre’, onde um repórter chamado Babau cobria todas as matérias. Jornalismo é minha paixão, é a minha cachaça. Não pude cursar por falta de oportunidade, então estudei turismo, iniciei uma pós em administração e marketing e hoje estudo letras. Pra mergulhar na cachaça do jornal impresso li alguns livros de nomes consagrados como Ricardo Noblat e Zuenir Ventura, entre outros. Só é lamentável que Ubajara, cidade onde moro, seja um lugar tão atrasado intelectualmente.
Coibir pessoas inteligentes a atuar na área da comunicação sem formação em jornalismo é um fato radical e esse tipo de proibição fere a liberdade de expressão, sim. A criatividade de outros profissionais não pode ser abortada. Por outro lado, o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista é prejudicial, pois desmotiva as pessoas a cursar a faculdade. Vamos ser francos. Nossas universidades ainda deixam muito a desejar, mas o conhecimento, a arte e a técnica jamais serão irrelevantes. Fazer jornalismo não é como preparar uma receita de bolo, é preciso saber fazer, há conceitos, regras. Mas não podemos esquecer que talento e ética são requisitos essenciais para qualquer profissão, e ambos não se aprendem na faculdade.
Certas instituições tratam o cliente como se ele fosse um bandido. É o caso da Coelce. Outro dia eu estive lá para solicitar a visita de um técnico que pudesse analisar um possível erro no medidor da energia, pois há dois meses minha conta chegava com o valor quadruplicado. Pois bem, me sentei em frente à atendente e relatei o problema. Enquanto ela digitava a informação no computador, me comunicou: “O técnico irá visitá-la em breve. Caso não haja nenhum problema com o seu medidor, a senhora irá pagar uma multa”.

Originária do Candomblé, a macumba muitas vezes é confundida com esta ou com a umbanda, religiões que praticam o culto de orixás. A macumba tem influência cristã e elementos africanos, é um tipo de sincretismo religioso que objetiva intervir com as forças invisíveis do além em troca de dinheiro e poder. No sentido mais pejorativo da palavra, são empregadas também feitiço, despacho, mandinga.
Meu pai era um cara bacana, sabe. Não era um homem de posses. Simples, modesto, generoso, batalhador.Ria que gargalhava do desenho dos Flinstones. Adorava uma caninha, por isso deu uma risada de cumplicidade quando a empregada encontrou um litro de vinho debaixo da minha cama.
O rock nasceu provocando preconceitos e quebrando paradigmas. Na década de 50, quando um branco apareceu cantando blues, estilo musical considerado “de negro para negro”, a sociedade puritana interpretou como heresia. “Um branquelo cantando a nossa música”, diziam os negros. “Isso é uma afronta ‘a nossa imagem”, diziam os brancos.